Tendências...
Arriscar é preciso
 
Por Raquel de Melo
 



Correria. Essa é a palavra que define meus últimos dois meses. Filho viajando, casa de pernas pro ar, empreendimentos, matérias, amigos, regime, projetos. Ufa. Em alguns momentos tudo se junta e aí vale o equilíbrio. Porém, nem sempre estamos de bem com ele. E temos de encontrar alternativas. Num desses finais de semana me lembro que estava super calma, dormindo bem, meio lerda até. Fiquei tentando descobrir por quê. Muita calmaria pra uma pessoa como eu. Lembrei: no dia anterior estava na acupuntura. Faz uns dois anos que experimentei o método das agulhas, quando fui tomada pela ansiedade.
A melhora foi incrível. Deixei de ir por um tempo e agora estou há dois meses de volta. E percebi o quanto me faz bem esse tratamento. É mais ou menos assim: chego ao consultório da dra. Eliza, aguardo minha hora tomando um chá. Assim que é liberada uma das salas ela me recepciona e vamos em direção a mais uma sessão de agulhadas. Sentamos, conversamos, medimos pressão. Fazemos um prédiagnóstico da semana. E aí me deito na maca, confortavelmente em meio a almofadinhas que ajeitam perfeitamente o meu corpo. Então, a partir do que conversamos, ela começa o trabalho de colocar as agulhas nos locais que pedem socorro. Ponto da ansiedade, do bem-estar, da fome, da dor no joelho. Ponto do metabolismo, do fígado...depois de um tempo já estou praticamente adormecida.
É uma terapia – tem sempre uma música tocando, bem baixinho. Após mais ou menos uma hora de sessão as agulhas são retiradas e dá aquela vontade de espreguiçar. Que delícia. Para tanta correria é até pouco tempo. Mas o suficiente para me sentir renovada.
É interessante quando apostamos em nossa curiosidade e realmente experimentamos algo que não temos idéia do que seja. A gente acaba indo pro convencional e paramos nos consultórios médicos. Com a acupuntura aprendi que, às vezes, não estamos doentes e, sim, mais agitados ou preocupados do que o normal. Isso é a vida. A gente não sabe como as coisas vão caminhar. E nem sempre estamos preparados para o que der e vier. Claro que consulto com médicos especialistas também, mas me sinto muito segura com a dra. Eliza porque ela também é médica. Ou seja, cada dia que deito naquela maca ela deve saber tudo e mais um pouco sobre meu corpo. Só isso já é tudo. Bom, esse é o recado que gostaria de deixar para meus leitores. Não só pelo excelente trabalho que essa profissional vem executando. Mas, também, pelo ‘valer a pena’ quando abrimos um pouco mais nossas mentes e arriscamos no desconhecido. Hoje, a acupuntura faz parte da minha vida. É corriqueira, assim como ir ao ginecologista ou outro especialista. E sei também que existem muitos outros bons profissionais da acupuntura. Mas aqui descrevo a minha experiência.


Obrigada dra.
E fica um recado: sempre há uma saída.
Um abraço!

Raquel de Melo - jornalista
racademelo@gmail.com
 
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