Correria. Essa é a palavra que define meus últimos
dois meses. Filho viajando, casa de pernas pro ar, empreendimentos,
matérias, amigos, regime, projetos. Ufa. Em alguns momentos
tudo se junta e aí vale o equilíbrio. Porém,
nem sempre estamos de bem com ele. E temos de encontrar alternativas.
Num desses finais de semana me lembro que estava super calma, dormindo
bem, meio lerda até. Fiquei tentando descobrir por quê.
Muita calmaria pra uma pessoa como eu. Lembrei: no dia anterior
estava na acupuntura. Faz uns dois anos que experimentei o método
das agulhas, quando fui tomada pela ansiedade.
A melhora foi incrível. Deixei de ir por um tempo e agora
estou há dois meses de volta. E percebi o quanto me faz bem
esse tratamento. É mais ou menos assim: chego ao consultório
da dra. Eliza, aguardo minha hora tomando um chá. Assim que
é liberada uma das salas ela me recepciona e vamos em direção
a mais uma sessão de agulhadas. Sentamos, conversamos, medimos
pressão. Fazemos um prédiagnóstico da semana.
E aí me deito na maca, confortavelmente em meio a almofadinhas
que ajeitam perfeitamente o meu corpo. Então, a partir do
que conversamos, ela começa o trabalho de colocar as agulhas
nos locais que pedem socorro. Ponto da ansiedade, do bem-estar,
da fome, da dor no joelho. Ponto do metabolismo, do fígado...depois
de um tempo já estou praticamente adormecida.
É uma terapia – tem sempre uma música tocando,
bem baixinho. Após mais ou menos uma hora de sessão
as agulhas são retiradas e dá aquela vontade de espreguiçar.
Que delícia. Para tanta correria é até pouco
tempo. Mas o suficiente para me sentir renovada.
É interessante quando apostamos em nossa curiosidade e realmente
experimentamos algo que não temos idéia do que seja.
A gente acaba indo pro convencional e paramos nos consultórios
médicos. Com a acupuntura aprendi que, às vezes, não
estamos doentes e, sim, mais agitados ou preocupados do que o normal.
Isso é a vida. A gente não sabe como as coisas vão
caminhar. E nem sempre estamos preparados para o que der e vier.
Claro que consulto com médicos especialistas também,
mas me sinto muito segura com a dra. Eliza porque ela também
é médica. Ou seja, cada dia que deito naquela maca
ela deve saber tudo e mais um pouco sobre meu corpo. Só isso
já é tudo. Bom, esse é o recado que gostaria
de deixar para meus leitores. Não só pelo excelente
trabalho que essa profissional vem executando. Mas, também,
pelo ‘valer a pena’ quando abrimos um pouco mais nossas
mentes e arriscamos no desconhecido. Hoje, a acupuntura faz parte
da minha vida. É corriqueira, assim como ir ao ginecologista
ou outro especialista. E sei também que existem muitos outros
bons profissionais da acupuntura. Mas aqui descrevo a minha experiência.
Obrigada dra.
E fica um recado: sempre há uma saída.
Um abraço!
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