A tradição se iniciou no templo de Hipócrates,
na ilha grega de Cos, onde se tratavam doentes por volta dos séculos
V e VI antes de Cristo. Além disso, o uso do branco também
era associado à limpeza. Era hábito dos médicos,
auxiliares e pacientes usarem branco para que não fossem
feitas distinções entre eles. Além disso, a
região era muito quente e o branco mais confortável
que os trajes escuros. Há também uma explicação
prática. No final do século passado, a higiene começou
a ser valorizada. Como o branco é associado à limpeza,
passou a ser adotado. Qualquer sinal de sujeira fica visível,
forçando o médico a trocar-se rapidamente, diz o estudioso
da História da Medicina Décio Altimari, da Santa Casa
de São Paulo. Mas, nem sempre usou-se branco. Em meados de
século passado era comum o uniforme escuro, sinal de classe
social elevada. Foi nessa época também que foram feitas
as primeiras cirurgias. As manchas de sangue apareciam menos em
tecidos escuros.
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