Lápis de olhos, rímel, delineador, sombras... Pois é, nem tudo é festa. O arsenal de beleza feminino, em contato direto com os
olhos, muitas vezes, é responsável por irritações oculares, que variam de sensação de ardor, coceira persistente a reações alérgicas aos
componentes químicos dos produtos. Conjuntivite e blefarite também são queixas comuns das usuárias de maquiagem.
Mas, naturalmente, como não adianta proibir o uso da maquiagem, como forma de prevenção, alguns cuidados devem ser observados
em relação aos produtos que entram em contato com os olhos. “Verificar a procedência, a qualidade da maquiagem e a data de
validade ajuda a evitar aborrecimentos. Observar se o rótulo tem a indicação de que o produto é hipoalergênico e se foi testado oftalmo
e dermatologicamente são maneiras de se precaver contra alguma complicação”, afirma a oftalmologista Fernanda Takay do Instituto de
Moléstias Oculares, IMO.
O perigo de usar maquiagem velha é que ela se torna um campo fértil para o crescimento de bactérias que podem causar problemas
oculares. É importante observar se a maquiagem sofre mudanças na aparência, na cor, no cheiro ou na consistência.
Não compartilhar a maquiagem
Também não é recomendável compartilhar os produtos de beleza com outras pessoas, pois aumenta o risco de contrair irritações
e conjuntivites. Além disso, doenças como herpes e clamídia podem passar de uma boca para a outra quando se divide o mesmo batom.
Ao perceber alguma irritação nos olhos causada pelo uso da maquiagem, a especialista aconselha suspender o uso dos produtos imediatamente.
“Mulheres que fazem uso de lentes de contato terão que retirá-las aos primeiros sinais de irritação, e, posteriormente devem
procurar um oftalmologista, para que este faça uma avaliação dos olhos”, explica. |