Gabriel Fiorini Comunicação
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Você tem medo de férias ?
Na lista de comportamentos em extinção, muita gente colocaria, hoje, férias de 30 dias. Isto mesmo...
Muita gente! É assim que pensam as pessoas que sofrem com o estresse de férias ou vacation phobia (medo de férias, em inglês). O termo nunca esteve tão atual. Em uma época em que o mercado de trabalho causa alterações de comportamento diante do acúmulo de funções e da possibilidade do desemprego, o direito ao descanso anual, garantido por lei, ultrapassa o status de benefício para se tornar um problema. “Isso acontece, porque, apesar da maioria das pessoas saber que as férias são uma pausa indispensável para a manutenção da qualidade de vida, algumas pessoas simplesmente não conseguem se desligar dos compromissos diários”, afirma a psicóloga Adriana de Araújo, especializada no tratamento de fobias.
A última pesquisa da Isma- BR sobre o assunto, realizada com 678 profissionais entre os 25 e 55 anos, moradores das cidades de São Paulo e Porto Alegre mostra que 38% deles admitiram ter medo de
dar uma pausa muito grande no trabalho e tirar férias de 30 dias. “Estas pessoas sentem que estão ficando para trás e que na volta do descanso terão serviço dobrado. É preciso controlar a ansiedade para que o estresse não chegue à fase de exaustão, que leva a instabilidade emocional e doenças”, alerta a psicóloga.
Os chamados workaholics ou viciados em trabalho, por exemplo, com o passar do tempo, não conseguem dar uma pausa ao ritmo alucinante de atividades, exigências e metas. Os 365 dias do ano se tornam insuficientes. Pouco a pouco, a fadiga e a fraqueza, a irritabilidade, a impaciência e a dor muscular podem ficar rotineiras. “Somam-se a esses outros sintomas, tais como medo, insegurança e doenças ocupacionais.
O sinal vermelho é dado quando ocorrem seqüelas mais graves, como infartos e derrames”, ressalta Adriana.
Planejamento das férias Por mais óbvio que pareça, férias não programadas ou mal programadas, em que não haja tempo para relaxar, descansar e recarregar as baterias podem gerar um forte estresse, assim como qualquer outro momento do cotidiano. Outro grande perigo está nos extremos. O excesso ou mesmo nenhuma atividade praticada durante as férias também pode causar estresse. “O importante é se desligar do trabalho e dos problemas pessoais. Não é bom ‘aproveitar as férias’, por exemplo, para fazer uma cirurgia ou resolver alguma pendência”, aconselha.
 
O planejamento para o descanso faz toda diferença

-Antes de se retirar do escritório, entregue tudo o que está sob sua responsabilidade, não deixe pendências no ar;
-Quando estiver fora, delegue suas funções a um profissional capacitado;
-Deixe uma resposta automática informando sobre suas férias na caixa de e-mails e no celular;
-Não transfira seus recados de trabalho para o e-mail pessoal ou para o seu próprio celular;
-Não telefone para o trabalho para saber ‘como andam as coisas na sua ausência’;
-Priorize as coisas que te dão prazer e o que você tem adiado por falta de tempo: meditar, fazer yoga, ir ao cinema...;
-Se você vai viajar nas férias, programe-se e escolha com antecedência um roteiro que se encaixe no seu ritmo. É importante também voltar de viagem ao menos um dia antes de retornar ao trabalho para organizar a sua vida pessoal.
 
 
 
 
     
 
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