A estria se forma
quando
a pele é excessivamente
estirada,
ultrapassando
sua capacidade
de
distensão. “Ela se rompe e suas
bordas, ao cicatrizarem, formam
uma linha deprimida na superfície
da pele”, explica a dermatologista
Fernanda Merato. Até mesmo
a prevenção é difícil, devido
aos vários fatores que podem
provocar estrias. “Várias são as
causas de seu aparecimento:
crescimento na puberdade, aumento
de peso, gravidez ou o
uso crônico de medicamentos
a base de corticosteróide, conhecidos
como “super antiinflamatórios”
tanto tópico como via
oral”, ressalta. O problema, que
atinge mais as mulheres, pode
estar presente em qualquer parte
do corpo, mas sempre ataca
as áreas mais femininas, como
bumbum, seios e barrigas. Para
cada lugar e tipo de estria é indicado
um tratamento.
Segundo a dermatologista
graduada pela Universidade
de São Paulo, especializada em
medicina estética Alessandra Ribeiro,
as estrias avermelhadas
são as mais recentes tendo essa
coloração devido ao rompimento
sanguíneo. Os tratamentos
iniciados nessa fase têm melhores
resultado, pois as células
continuam vivas e com maior capacidade
regenerativa. Já as estrias
brancas são consideradas
as mais antigas. “Essas estrias
são de cor branco-acinzentado,
pois a melanina (substancia que
dá coloração à pele) não é mais
produzida onde as fibras se rompem.
Também apresentam uma
diminuição acentuada da espessura
da pele, formando uma
depressão, tipo uma cicatriz. Os
tratamentos iniciados nessa fase
conseguem apenas estreitá-la”,
explica a dermatologista.
Tratamentos
O tratamento com ácidos e peeling
são um dos mais comuns
para a eliminação das estrias.“Eles estimulam a formação de
tecido colágeno, melhorando
o aspecto das etrias”, diz Alessandra.
No entanto, a dermatologista
explica que cada caso é
diferente do outro. “Pode haver
descamação e vermelhidão e
a concentração ideal para cada
caso deve ser definida pelo dermatologista,
de acordo com o
tipo de pele”.
Há também a mesoterapia.
Segundo Alessandra, esse
tratamento pode ser aplicado
nos dois tipos de estrias. “É injetada
no local da estria, com finas
agulhas, uma substância capaz
de estimular a produção de colágeno
na quantidade ideal para
preencher os sulcos das estrias
antigas, que, por conseqüência,
ficam mais estreitas. Cada aplicação
dura 10 minutos por estria
e o tratamento leva, no mínimo,
dois meses”.
Já o laser é um tratamento
mais moderno e indicado para
as estrias avermelhadas, provocando
o fechamento dos pequenos
vasos. “O laser promove
a formação de novo colágeno,
com diminuição do tamanho das
estrias recentes ou antigas”.
Como evitá-las
A prevenção é a melhor forma de
tratamento. Como? Hidratando e
nutrindo a pele ao máximo para
garantir sua elasticidade e impedir
a ruptura de suas camadas
internas.
Segundo Alessandra, evitar
roupas apertadas é uma maneira
de evitar estrias. “A prática
de exercícios físicos regularmente,
evitar engordar e emagrecer
repentinamente e a preferência
por alimentos saudáveis são fundamentais
para evitar estrias”
aconselha a dermatologista.
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