Gabriel Fiorini Comunicação
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dependência
Digital

Navegar em excesso pode levar até a compulsão. A saída é reconhecer o distúrbio e buscar ajuda terapêutica.
Acessar a internet é algo tão corriqueiro quanto, digamos, apertar o botão do controle remoto para ligar a televisão ou atender o telefone, certo? Mais ou menos. Como em qualquer atividade que dá prazer, é preciso muito cuidado, pois o risco de se viciar é enorme. Assim como outras dependências — álcool, drogas e jogos — a ‘netcompulsão’ pode tornar a pessoa refém e, por tabela, fazê-la perder o controle da própria vida.
A preocupação já chegou ao Brasil. Estima-se que pelo menos 10% dos usuários brasileiros, quase 2 milhões, já estão dependentes.
Afinal, o país possui cerca de 19,3 milhões de usuários domésticos e os que mais tempo permanecem conectados à rede, à frente dos Estados Unidos e do Japão.
Desde 2002, por exemplo, o Núcleo de Pesquisa em Psicologia e Informática da Pontifícia Universidade Católica (PUC), em São Paulo, um dos pioneiros no assunto, vem trabalhando na pesquisa, diagnóstico e tratamento dos dependentes da net. Por lá passam pessoas principalmente entre 25 e 45 anos, o que já demonstra algumas das características em comum dos dependentes, como depressão ou timidez excessiva.
Não é à toa que os sites mais freqüentados sejam justamente os que promovem maior facilidade de relacionamento, como as salas de bate-papo e, mais recentemente, os jogos virtuais que apresentam algum tipo de interação social, como o second life e o ragnarok. Este último, criado na Coréia do Sul, como o SL, é comunidade virtual, em que cada um vive um personagem e interagem
entre si. No Brasil, já se tornou uma febre. Nos quatro primeiros meses, após seu lançamento, já contava com mais de 11 mil usuários. “Sites pornográficos e de apostas também são muito procurados”, diz a estudiosa Luciana Ruffo, psicóloga da PUC (SP).
 
 
 
     
 
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