Gabriel Fiorini Comunicação
 
 
 
 
 
 
 
 
 

De peito aberto

A cirurgia de aumento da mama é
a que mais melhora a auto-estima
feminina

 

Para muitas mulheres o fato de se sentirem confiantes, alegres e vibrantes está muito ligado à sua aparência física. É por isso que a mamoplastia – ou próteses de silicone nos seios – tem feito cada vez mais sucesso entre elas. Esta é a cirurgia que mais melhora a auto-estima feminina. E o melhor: os resultados estéticos são ótimos e estão cada vez mais naturais.
A cirurgia de Deise Morais Pereira, 56 anos, ocorreu em novembro de 96, e até hoje ela sente a satisfação com o resultado. Depois de duas gestações, a flacidez dos seios a incomodava. Porém o medo de que o organismo rejeitasse a prótese, a impedia de operar. “Comecei ler muito sobre cirurgia plástica e vi que o procedimento era seguro”, lembra. Foram 280 ml de silicone e uma injeção de autoestima. “Ficou super natural e eu estou feliz da vida. Hoje fico bem vestida com qualquer roupa. É só vestir e sair, isso é ótimo porque sou muito prática. Além do mais, quando preciso dá até para dispensar o uso do sutiã. Nem lembro mais como era antes.” Para ela, a profissionalismo de seu médico, o especialista em cirurgia plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Dr. Gino Di Domizio, foi fundamental para que ela se sentisse segura. “Fui muito confiante porque tenho duas amigas que já haviam operado com ele. Antes da cirurgia, ele tira todas as dúvidas.” A recuperação de Deise foi muito tranqüila e as cicatrizes nas aréolas dos seios ficaram discretas.


Tamanho
Dr. Gino Di Domizio conta que no Brasil a média do tamanho das próteses é de 250 ml cada. Nos Estados Unidos, este número sobe para 300 ml. Hoje a indústria produz uma variedade que vai entre 60 a 850 ml. Mas como definir a quantia ideal para você? Altura e biótipo da mulher são fatores determinantespara esta escolha. “Eu e a paciente sempre entramos no consenso. Eu costumo sugerir algo que dê um resultado mais natural”, salienta o especialista.
Definido o tamanho, é necessário discutir também com o médico o formato do implante a ser utilizado que pode ser redondo, em gota ou anatômico. As formas de colocação também variam. Dr. Gino conta que se a prótese for implantada ao redor da aréola do seio (incisão periareolar), a cicatriz fica quase imperceptível. “Neste local, a pele da mulher é mais escura. Acontece que para optar por este acesso, a aréola da mulher precisa ter, no mínimo, quatro centímetros de diâmetro.”
Outra opção é implantar a prótese na base da mama (incisão inframamária). Dr. Gino reforça que este é um acesso bastante utilizado, pois a cicatriz fica escondida. Há ainda um terceiro caminho: pela axila (incisão transaxilar). “Esta forma não é muito utilizada porque pode influenciar na drenagem dos linfonodos, órgãos do sistema de defesa do organismo.”
Durante o procedimento de aumento da mama, os implantes poderão ser colocados tanto por baixo do músculo peitoral (submuscular) ou por cima do músculo e abaixo das glândulas mamárias (subglandular). Em pacientes muito magras a prótese pode ser colocada, também, parcialmente submuscular,

E depois?
O implante mamário não traz nenhum tipo de prejuízo ao organismo e a cirurgia pode ser feita após cinco anos da primeira menstruação. É necessário repouso e por pelo menos 45 dias, movimentos exagerados devem ser evitados. Dirigir? Só depois de duas semanas. O uso do sutiã pós-operatório é obrigatório por dois meses.
A amamentação não fica comprometida, porém a gestação pode interferir no formato da mama. A mulher não perde a sensibilidade nos seios e os pontos são absorvidos pelo organismo. A cicatrização depende da técnica utilizada, de repouso e da genética do paciente.
Depois de um mês da operação, o organismo inicia o processo de formação de uma membrana que reveste a prótese. Ao longo dos anos, esta membrana vai se espessando e fica grossa demais. “É quando a prótese perde a naturalidade. Mas só aproximadamente 5% das mulheres terão a contratura da membrana antes de dez anos da operação. Geralmente isso ocorre depois de 20 anos de cirurgia.”
Quando este quadro é apresentado, uma nova cirurgia deve ser realizada. Num primeiro grau, é possível sentir a contratura da membrana apalpando o seio. Num segundo estágio, ela fica visível. No terceiro grau, passa a doer e no quarto, transformase num processo inflamatório.

 
 
CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS
Não tomar nenhum remédio para emagrecer no mês em que antecede a cirurgia;
Não tomar qualquer medicamento a base de ácido acetilsalítico (como aspirina) dez dias antes da
cirurgia;
Não beber ou utilizar drogas nas 48 horas que antecedem a cirurgia;
Descansar bem na noite que antecede a cirurgia;
Fazer uma dieta hiperproteica (carnes) e comer bastante verduras, frutas e legumes durante a semana
anterior à cirurgia.
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CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS
Deve-se evitar esforços nos primeiros oito dias, tempo em que a paciente fica com os pontos;
Exercícios dos membros inferiores geralmente podem ser reiniciados entre 10 a 15 dias, evitando-se
o alto impacto;
Os exercícios que envolvem o tórax só podem ser feitos entre 30 a 45 dias.
 
 
 
 
     
 
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