Para muitas mulheres o fato de se sentirem
confiantes, alegres e vibrantes
está muito ligado à sua aparência física. É por isso que a mamoplastia – ou próteses de silicone nos seios – tem feito cada vez mais sucesso
entre elas. Esta é a cirurgia que mais
melhora a auto-estima feminina. E o melhor: os resultados
estéticos são ótimos e estão cada vez mais
naturais.
A cirurgia de Deise Morais Pereira, 56 anos,
ocorreu em novembro de 96, e até hoje ela sente
a satisfação com o resultado. Depois de duas gestações,
a flacidez dos seios a incomodava. Porém
o medo de que o organismo rejeitasse a prótese, a
impedia de operar. “Comecei ler muito sobre cirurgia
plástica e vi que o procedimento era seguro”, lembra.
Foram 280 ml de silicone e uma injeção de autoestima. “Ficou super natural e eu estou feliz da vida.
Hoje fico bem vestida com qualquer roupa. É só
vestir e sair, isso é ótimo porque sou muito prática.
Além do mais, quando preciso dá até para dispensar
o uso do sutiã. Nem lembro mais como era antes.”
Para ela, a profissionalismo de seu médico, o especialista em cirurgia plástica pela Sociedade Brasileira de
Cirurgia Plástica, Dr. Gino Di Domizio, foi fundamental para que ela se sentisse segura. “Fui muito confiante
porque tenho duas amigas que já haviam operado com ele. Antes da cirurgia, ele tira todas as dúvidas.” A
recuperação de Deise foi muito tranqüila e as cicatrizes nas aréolas dos seios ficaram discretas.
Tamanho
Dr. Gino Di Domizio conta que no Brasil a média do tamanho das próteses é de 250 ml cada. Nos
Estados Unidos, este número sobe para 300 ml. Hoje a indústria produz uma variedade que vai entre 60 a
850 ml. Mas como definir a quantia ideal para você? Altura e biótipo da mulher são fatores determinantespara esta escolha. “Eu e a paciente sempre entramos
no consenso. Eu costumo sugerir algo que dê um
resultado mais natural”, salienta o especialista.
Definido o tamanho, é necessário discutir
também com o médico o formato do implante a ser
utilizado que pode ser redondo, em gota ou anatômico.
As formas de colocação também variam. Dr.
Gino conta que se a prótese for implantada ao redor
da aréola do seio (incisão periareolar), a cicatriz fica
quase imperceptível. “Neste local, a pele da mulher é
mais escura. Acontece que para optar por este acesso,
a aréola da mulher precisa ter, no mínimo, quatro centímetros de diâmetro.”
Outra opção é implantar
a prótese na
base da mama (incisão
inframamária). Dr. Gino
reforça que este é um
acesso bastante utilizado,
pois a cicatriz fica
escondida. Há ainda um
terceiro caminho: pela
axila (incisão transaxilar). “Esta forma não é
muito utilizada porque
pode influenciar na drenagem
dos linfonodos, órgãos do sistema de
defesa do organismo.”
Durante o procedimento de aumento da
mama, os implantes poderão ser colocados tanto
por baixo do músculo peitoral (submuscular) ou por
cima do músculo e abaixo das glândulas mamárias
(subglandular). Em pacientes muito magras a prótese
pode ser colocada, também, parcialmente submuscular,
E depois?
O implante mamário não traz nenhum tipo
de prejuízo ao organismo e a cirurgia pode ser feita
após cinco anos da primeira menstruação. É necessário
repouso e por pelo menos 45 dias, movimentos
exagerados devem ser evitados. Dirigir? Só depois
de duas semanas. O uso do sutiã pós-operatório é
obrigatório por dois meses.
A amamentação não fica comprometida, porém
a gestação pode interferir no formato da mama.
A mulher não perde a sensibilidade nos seios e os
pontos são absorvidos pelo organismo. A cicatrização
depende da técnica utilizada, de repouso e da
genética do paciente.
Depois de um mês da operação, o organismo
inicia o processo de formação de uma membrana
que reveste a prótese. Ao longo dos anos, esta
membrana vai se espessando e fica grossa demais. “É quando a prótese perde a naturalidade. Mas só
aproximadamente 5% das mulheres terão a contratura
da membrana antes de dez anos da operação.
Geralmente isso ocorre depois de 20 anos de cirurgia.”
Quando este quadro é apresentado, uma
nova cirurgia deve ser realizada. Num primeiro grau, é possível sentir a contratura da membrana apalpando
o seio. Num segundo estágio, ela fica visível. No
terceiro grau, passa a doer e no quarto, transformase
num processo inflamatório. |