Gabriel Fiorini Comunicação
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sete, oito? Cinco? Será que temos nota de corte para o amor? Yes, deve haver uma espécie de prova aplicada via nossos cinco sentidos...
É bom exigir boas notas azuis do outro e fazer cara feia para as vermelhas, as no limiar das duas cores, o manual pré-vestibular afetivo pode ser um estudo fardado ao cinza. Afinal, nada é preto ou branco!
Hum...pensando bem, costuma é dar muito branco na hora do teste. Esquecemos o que era para ser dito, respondido, perguntado, avaliado...
Então, sendo assim, aqui vai uma provinha para enamorados e namorados. Sim, os critérios avaliativos provêm da emoção. Desta forma, toleramos rasuras, pois errar é humano. Perdoar é a correção do amor. Mas, não escreva a lápis, somente à caneta, porque o amor não é rascunho.
Caso zerar em alguma das matérias, pode pedir segunda chamada ou uma aula de reforço, afinal entende-se que dominar ‘exatas’, ‘humanas’ e ‘biológicas’ é coisa para príncipe encantado...
Leia bem o enunciado das questões. Se não entender, responda com o coração ou pergunte(com a boca!). Pedimos caligrafia legível. Não cole, sua autenticidade conta pontos.
Na prova de história, pede-se interesse pelo passado do ser amado, a fim de conhecer a vida e a essência do outro...Já na Geografia, é preciso entender o clima, identificar a neblina nos olhos e entender que nem todo amor sobe serra...Ah! sim, é bom saber a localização das zonas rurais, urbanas e eróticas.
Na prova de biologia, saiba como evitar a reprodução da espécie, nos momentos devidos. E entenda que o sorriso reproduz o encanto vital, como uma energia quimicamente solta no ar.
Portanto, na prova de química, esqueça a tabela periódica e deixe a fórmula se formar naturalmente, numa explosão de átomos apaixonados.
Assim logo compreenderá a termodinâmica na prova de física. Muitas vezes, não será possível medir a atração, a velocidade, nem a intensidade do calor...
Agora, vamos aos cálculos. No caso da geometria, olhe por vários ângulos: retos, agudos, obtusos. Mas, aconselha-se a não assinalar no triângulo amoroso. Na matemática pura, vale a subtração da solidão, e todas as somas e multiplicações da alma...
Enfim, a linguagem! Na literatura, pedimos para que o aluno não invente personagens e diga logo como é seu “conto de fadas!”. Em redação, grife o que não for de sua autoria, aliás, não escreva o que não for de sua autoria e não ultrapasse o número de linhas estabelecido pelo silêncio.
Finalmente, a prova de gramática. Não esperamos aprovar nenhum ‘Camões’, mas pedimos pela concordância verbal e emocional, dentro de um vocabulário sempre carinhoso.
Boa sorte. A seleção envolve flexibilidade e sensibilidade.
Nosso processo seletivo contemporâneo se dá por algo intitulado ‘liga’, acrescido de dedicação e afinidade. Vale ressaltar que estamos amparados por um sistema educacional moderno de respeito às diferenças.
Nota de corte? Ok, nossa ‘média’ é nosso sentimento! Caso for reprovado, não desanime. Aprenda com cada fora, tente outra prova, em outra escola...
Talvez não haja nenhum teste, e o gabarito seja simplesmente um único olhar.
 
Evelyn Nemer é Jornalista
 
 
     
 
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