Pode parecer contraditório, mas a mulher brasileira é a que mais faz cirurgia plástica no mundo. O motivo é tão intrigante assim: a mulher brasileira, considerada aos quatro cantos do planeta como sensual, não se acha bonita. Ou seja, a sua autoestima está baixa.
Por Raquel de Melo
 

A insatisfação com o próprio corpo é o que mais faz com que as brasileiras recorram aos procedimentos estéticos. Segundo o médico cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
(SBCP), dr. Gino Di Domizio, a maioria dos pacientes que o procura em suas clínicas é do sexo feminino. Dessa, a grande maioria quer melhorar o peso e a forma do seu corpo por insatisfação. No ranking, o Brasil só perde para o Japão em quantidade de mulheres desgostosas com sua própria estética corporal. Conforme o estudo, este número chega a 37%, sendo que apenas 1% das brasileiras se descreve como sendo bonita. Outra informação reveladora é que nenhuma das entrevistadas se considera “sexy” e mais da metade delas (54%) ou pensa em fazer ou já fez algum procedimento estético.

Autoestima em risco
De acordo com dr. Gino, a autoestima da brasileira é a grande causa da procura pelas correções no corpo e cirurgias plásticas. Por isso, o atendimento para uma intervenção estética deve começar pela abordagem psicológica do paciente em entrevistas e conversas antes do procedimento em si. Embora mudar a estética seja válido como motivador de uma valorização, o médico diz que esse diálogo prévio com o paciente o prepara para que ele não mistifique o procedimento estético como a solução para a sua felicidade.
Em outra pesquisa, esta encomendada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, foi descoberto que, em 2004, foram realizadas 621 mil cirurgias plásticas no país. Além do Brasil ter alguns dos melhores profissionais da área, colabora, para este número, o fato de o brasileiro possuir um culto ao corpo muito grande. Cerca de 800 mil cirurgias deste tipo são realizadas no Brasil, conforme dados da SBCP.


Aqui vou eu, linda, leve e com a autoestima lá em cima!
Autoestima é a opinião e o sentimento que cada um tem por si mesmo. É ter consciência de seu valor pessoal, acreditar, respeitar e confiar em si. Coisas nem sempre tão simples assim. Ela, juntamente com o amor próprio é a base para o ser humano. É a cura para todas as dificuldades e sofrimentos. Quando a autoestima está baixa a pessoa se sente inadequada, insegura, com dúvidas, incerta do que realmente é, com um sentimento vago de não ser capaz. Melhore sua autoestima! Ela influencia em tudo o que fazemos, pois é o resultado de tudo que acreditamos ser, por isso o autoconhecimento é de fundamental importância para aumentar sua autoestima. Ou seja, confiar em si mesmo, ouvir sua intuição, acreditar em sua voz interior, respeitar seus limites, reconhecer seus valores, expressar seus sentimentos sem medo, sentir-se competente, capaz e se tornar independente da aprovação dos outros, tudo isso faz com que a autoestima se eleve. Mas é um processo gradativo que exige trabalho e conscientização.

Valéria Maria Duarte Varanda, 44, de Campinas, conta com entusiasmo e muita alegria o desfecho de sua 4ª cirurgia plástica em uma das mamas. “Fiz a cirurgia de prótese de mama há 20 anos atrás. Após o rompimento inesperado de uma delas tive de correr para garantir minha saúde. Hoje, após a 4ª cirurgia me sinto maravilhosa, segura, mulher de novo e muito satisfeita. Mesmo passando do manequim 44 para o 38/40, me sinto inteira novamente”. Assim, Valéria fala um pouco de sua experiência e de como a cirurgia plástica a fez retomar sua vida por completo. De acordo com a paciente, o dr. Gino reconstruiu sua mama a partir do tecido da paciente, não precisando da inlcusão de nova prótese. No caso de Valéria, o que deu errado lá trás foi transformado em saúde e autoestima nas mãos do cirurgião. “Minha cirurgia ficou perfeita. Hoje posso vestir qualquer roupa e ter relações sem me preocupar com o que irá acontecer. Sinto-me extremamente feliz com o meu corpo”, afirma Valéria.
Outro caso de grande mudança e de novos olhos para enxergar o que a vida traz de melhor, é o de Ana Alice Fanco de Camargo, 38. Após uma cirurgia do estomago em que foram eliminados 45 quilos, Ana Alice procurou a cirurgia plástica para ‘retocar’ o que faltava e retomar a autoestima. Através de uma indicação marcou uma consulta com o dr. Gino e resolveu operar o abdomen e colocar silicone nos seios. “Foi uma vontade que vinha de muito tempo. Depois de emagrecer 45 quilos precisava concluir meu desejo de ter um corpo bonito. Hoje me sinto outra mulher, posso usar roupas que antes não podia e me sinto muito mais segura”, relata Ana. Agora, vestindo o manequim 42, Ana Alice está satisfeita com seu novo corpo e recomenda a intervenção. “O dr. Gino foi extremamente profissional e muito sincero. Me senti segura para mudar meu corpo e hoje só tenho de agradecer”. Pouco mais de 1,60 m de altura, quadril largo e coxas mais grossas fizeram com que com a bancária, Carla Brasil Adegas, de 27 anos, resolvesse aumentar os seios. “Meus seios eram desproporcionais às minhas medidas e estava cansada de usar sutiãs com bojo, que são bem desconfortáveis. Um amigo me indicou o dr. Gino depois de ter feito uma cirurgia para corrigir as orelhas. Fui até o consultório, tirei todas as minhas dúvidas e decidi fazer o implante. Adorei o resultado e hoje minha autoestima cresceu 100%”, conta Carla. A bancária disse ainda que pretende fazer outras intervenções e já indicou o especialista pra diversas pessoas. “O dr. Gino é um excelente profissional”.

 

Bonita, eu? Pesquisa mostra que as brasileiras estão entre as mais insatisfeitas com a aparência. Mas, elas vão a luta!

Diz a lenda que as brasileiras estão entre as mulheres mais lindas do mundo. Falta convencê-las disso. Uma pesquisa internacional encomendada pela Dove (marca da Unilever) e realizada com 3,2 mil mulheres de 18 a 64 anos em dez países colocou as brasileiras na segunda posição entre as mais insatisfeitas. Conforme os resultados do estudo, coordenado pelas psicólogas Nancy Etcoff, professora da Universidade de Harvard (EUA), e Susie Orbach, da London School of Economics, na Inglaterra, 37% delas não estão nem um pouco contentes com a aparência física, perdendo apenas para as japonesas, com 59% de insatisfação, e à frente de Estados Unidos e Inglaterra, com 36%. Somente 6% das brasileiras se consideram belas e 1% se descreve como “bonita”. O resultado é o crescimento nas vendas de cosméticos e aumento da procura por cirurgias plásticas. O Brasil está entre os dez maiores mercados de cosméticos do mundo. As mulheres se sentem pressionadas a possuir uma série de atributos em diversos quesitos, como senso de estilo, peso ideal e forma física.Não é à toa, portanto, que dietas como a pregada pela medicina ortomolecular e produtos só para os lábios façam tanto sucesso por aqui.

 
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